segunda-feira, 18 de abril de 2011

Brasil perderá R$ 135,8 bilhões com feriados em 2011.

O Brasil vai perder R$ 135,8 bilhões, ou 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, com as paralisações nos nove feriados nacionais e 30 estaduais que caem em dia de semana em 2011.
É o que afirma o estudo O Custo Econômico dos Feriados divulgado nesta segunda-feira (18/4), pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O valor diário estimado para as perdas por dia parado em 2010 foi de R$ 13,8 bilhões. Para 2011, com a correção e o crescimento previsto do PIB, esse valor aumenta para R$ 14,8 bilhões. Assim, chega-se ao valor de R$ 135,8 bilhões.
Esse montante equivale a aproximadamente quatro vezes o custeio dos Jogos Olímpicos de 2016. Também seria suficiente para dobrar os recursos destinados no Orçamento federal à área de saúde.
Ainda assim, 2011 trará menos perdas com feriados do que o ano de 2010, em que todos os 12 feriados nacionais caíram em dias de semana. Com isso, o valor perdido no ano passado ficou em R$ 149,2 bilhões, ou 4,4% do PIB nacional. Em média, no Brasil perde-se um PIB a cada 23 anos por conta dos feriados.
Dois Maracanãs
No caso específico do estado do Rio de Janeiro, a perda bruta diária em 2011 chega a R$ 1,6 bilhão, equivalente a duas reformas do Maracanã e seis vezes o valor destinado pelo governo estadual para a reconstrução das cidades da região serrana atingidas pelas chuvas de janeiro.
Considerando os nove feriados nacionais e mais os estaduais, a economia fluminense vai perder R$ 14,5 bilhões, ou 3,6% do PIB estadual. O total é equivalente a todo o investimento estimado para implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), maior empreendimento em construção no país hoje.
A nota técnica da Firjan também calcula as perdas para outros cinco estados entre os mais industrializados do Brasil. Em São Paulo, a conta pode chegar a R$ 42,5 bilhões. Já Minas Gerais perde R$ 12 bilhões. Os estados do Rio Grande do Sul (R$ 9,4 bilhões), Paraná e Santa Catarina (com R$ 8,5 bilhões cada) completam a lista.
FONTE:Brasil Econômico









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